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Parar de fumar reduz de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares, aponta pesquisa

29 de Agosto de 2025 – O tabagismo continua sendo um dos maiores inimigos da saúde pública, indo muito além das consequências negativas para os pulmões. O coração e todo o sistema circulatório também sofrem os efeitos da fumaça. Diante desse cenário, a UPAE Garanhuns chama atenção para esse impacto, reforçando resultados de uma pesquisa internacional publicada no Global Heart Journal em 2024. O estudo mostra que uma em cada cinco mortes por doenças cardiovasculares está ligada ao cigarro e que mais de 8 milhões de pessoas morrem todos os anos por complicações associadas ao fumo.

Segundo o coordenador médico da UPAE Garanhuns, Jonny Diniz, o efeito no organismo é imediato e cumulativo. “O cigarro provoca inflamações constantes nos vasos sanguíneos e acelera o processo de formação de placas. Essas placas podem se romper a qualquer momento e causar infartos ou AVC. Cada cigarro fumado é um risco real para o coração”, afirma.

A boa notícia é que parar de fumar compensa. A pesquisa aponta que ex-fumantes aos 40 anos precisam de 10 a 15 anos de abstinência para reduzir o risco de mortalidade cardiovascular ao de alguém que nunca fumou. “É como se o coração tivesse a chance de recomeçar. Mesmo para quem fumou por décadas, nunca é tarde para recuperar anos de vida”, acrescenta o médico.

Para aumentar as chances de sucesso, especialistas reforçam a importância do acompanhamento multiprofissional. Psicólogos ajudam a lidar com ansiedade e recaídas; nutricionistas orientam sobre o ganho de peso que pode surgir no processo; e enfermeiros oferecem suporte contínuo. “Parar de fumar não é apenas uma decisão individual. É um processo que exige cuidado integral e apoio de diferentes áreas da saúde”, conclui o médico Jonny Diniz.

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