Notícias
Cuidados paliativos: médico do HECPI fala sobre importância do controle da dor
13 de Outubro de 2026 – Outubro é o mês dedicado à sensibilização da sociedade sobre cuidados paliativos. A campanha é puxada pelo Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado anualmente no segundo sábado de outubro (em 2026, no dia 10). O médico e coordenador do serviço no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI), Silvio Cajueiro, reforça que a dor é um sintoma frequente nesses pacientes e o controle é fundamental para garantir melhor qualidade de vida.
“Quando sentimos dor, o nosso apetite diminui, a qualidade do sono piora, fica mais difícil realizar uma atividade física, se debruçar sobre um trabalho, realizar uma atividade doméstica. Controlar a dor significa dormir melhor, preservar o paciente no ambiente de trabalho, possibilitar que ele consiga chegar a uma consulta, a um supermercado, a casa de um parente. Isto é ofertar qualidade de vida com conforto, com mobilidade, com dignidade, mesmo diante de uma doença grave, incurável e ameaçadora da vida”, destaca Silvio Cajueiro.

O médico fala sobre a importância do suporte de uma equipe multidisciplinar. “Quando o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar é possível trabalhar a dor a partir de várias frentes de atuação. Por exemplo, a fisioterapia ajuda a melhorar a mobilidade e a preservar a funcionalidade; a terapia ocupacional auxilia a resgatar atividades significativas e prazerosas; e a medicina atua no manejo adequado de medicações analgésicas importantes no controle da dor, aliviando o sofrimento, a angústia, o mal-estar e a insônia”, detalhou.
Cajueiro também lembra que a condição do paciente em cuidados paliativos também é compartilhada por aqueles que estão no seu convívio. “Normalmente, esse processo de adoecimento é vivenciado dentro de uma rede de apoio e este núcleo vivencia as angústias e dores do adoecer em conjunto. Quando conseguimos que o enfrentamento à doença seja uma vivência coletiva, familiar, nós nos ajudamos como grupo. A doença pode até ser individual, mas o desejo de cuidar é mais leve quando partilhado no plural por aquele que fazem parte das nossas vidas” finaliza o médico.