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Fisioterapia respiratória ajuda a estabilizar pacientes em situação de emergência na UPA São Lourenço da Mata
19 de Outubro de 2026 – A dificuldade para respirar pode ser um sinal de agravamento de uma condição clínica e exige avaliação rápida. Na Unidade de Pronto Atendimento Professor Fernando Figueira (UPA 24h), localizada em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, a fisioterapia respiratória faz parte da assistência a pacientes com alterações pulmonares, contribuindo para a estabilização do quadro e o acompanhamento da resposta ao tratamento. Neste 13 de outubro, Dia do Fisioterapeuta, a atuação desses profissionais ajuda a compreender como a avaliação e o suporte respiratório integram o atendimento de urgência.
Durante a avaliação, o fisioterapeuta observa sinais como a frequência respiratória, o esforço realizado para respirar e a saturação de oxigênio no sangue. Conforme a condição clínica, pode indicar recursos como a oxigenoterapia, que fornece oxigênio suplementar, e a ventilação não invasiva, realizada por meio de uma máscara que auxilia a respiração sem a necessidade de um tubo inserido na traqueia. O profissional também pode atuar no manejo de secreções e em situações de emergência, de acordo com a necessidade do paciente.
Na unidade, o atendimento pode ser necessário em casos de crises de asma, agravamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), pneumonias, bronquiolite e insuficiência respiratória aguda, entre outras condições. A abordagem varia conforme a idade e a gravidade do quadro. Nas crianças, por exemplo, a equipe observa sinais de esforço respiratório, enquanto nos idosos também considera o risco de broncoaspiração, quando alimentos, líquidos ou secreções entram nas vias respiratórias.
“Durante o atendimento, observamos sinais como a saturação de oxigênio, a frequência respiratória e o esforço que o paciente faz para respirar. A partir dessa avaliação, definimos as intervenções necessárias e acompanhamos a resposta ao tratamento. Quando identificamos melhora ou sinais de agravamento, compartilhamos essas informações com a equipe para avaliar os próximos passos da assistência”, explica Juliane Lucena, fisioterapeuta da UPA São Lourenço da Mata.
A reavaliação permite verificar se houve melhora da oxigenação, redução da frequência respiratória e diminuição do esforço para respirar. Essas informações ajudam a equipe a decidir se o suporte respiratório deve ser mantido ou ajustado e se há necessidade de encaminhamento para um serviço de maior complexidade.
O trabalho é realizado em conjunto com médicos, profissionais de enfermagem e os demais integrantes da equipe multiprofissional. Essa integração permite acompanhar a evolução clínica e adequar a assistência às necessidades de cada paciente durante o atendimento na unidade.