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Unidade de Cuidados Paliativos do HECPI completa 2 anos

29 de Agosto de 2024 – A unidade de Cuidados Paliativos do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI), instituição ligada à Secretaria de Saúde do Recife, completou dois anos de funcionamento em agosto. Primeiro hospital 100% SUS do Norte e Nordeste voltado à população idosa, o perfil assistencial da unidade levou à criação do serviço, que se destaca pela humanização no atendimento. 

“O serviço de cuidados paliativos do HEC surgiu a partir da observação de uma necessidade interna. A geriatria já mostra que existe uma parcela dos pacientes que não ganha em qualidade de vida quando submetida a procedimentos invasivos como uma cirurgia, um cateterismo ou uma intubação, por exemplo. Notamos que alguns dos nossos pacientes têm esse perfil e começamos a conduzi-los à paliação. Inicialmente, separamos duas enfermarias próprias com profissionais especializados em cuidados paliativos e, em agosto de 2022, foi inaugurada a unidade”, recorda o coordenador do serviço do HECPI, Silvio Cajueiro.  

No total, são 8 leitos de Cuidados Paliativos distribuídos nas Enfermarias Proteger e Cuidar. A equipe assistencial interdisciplinar é composta por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, odontologista, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos. 

“Normalmente recebemos os pacientes geriátricos, não-oncológicos, com múltiplas comorbidades, sem perspectiva de cura, mas com necessidade de cuidados não invasivos para tratar complicações agudas no seu estado de saúde. Além da estrutura moderna e adaptada para a necessidade desse paciente idoso, o serviço também conta com equipes médica e multiprofissional especializadas em cuidados paliativos”, explica. 

Para facilitar o contato dos familiares, amigos e cuidadores com o paciente, a Unidade de Cuidados Paliativos do HECPI flexibiliza o horário de visita, permitindo o acesso às instalações do hospital entre 8h e 20h30. 

Graças à estrutura do hospital, a equipe consegue realizar passeios terapêuticos que proporcionam o contato do paciente com o ambiente externo, permitindo momentos de alívio em meio ao processo de hospitalização. 

O tempo de internação depende de cada caso. No entanto, o médico paliativista acrescenta que cerca de 50% dos pacientes voltam para casa, quebrando uma ideia estigmatizada do serviço. “A imagem leiga que a maioria das pessoas tem é de que o paciente em cuidados paliativos é internado e, em seguida, morre. Mas cerca de 50% dos nossos pacientes voltam para casa”, diz o médico.

ACOLHIMENTO PARA OS FAMILIARES  

De acordo com o coordenador do serviço, os cuidados paliativos também se baseiam na atenção aos familiares e cuidadores. Por isso, além do suporte psicológico, os familiares também são envolvidos nas terapias funcionais conduzidas pela fonoaudiologia, fisioterapia ou terapia ocupacional. “Garantimos tanto o acompanhamento emocional como uma pequena formação prática para ajudar no cuidado com esse idoso quando ele retornar para o lar”, completa o médico Silvio Cajueiro.

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