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Setembro Verde tem programação no Hospital Miguel Arraes
11 de Setembro de 2024 – O Hospital Miguel Arraes (HMA/FGH) abriu, nessa terça-feira, 10 de setembro, a programação de atividades voltada para o Setembro Verde, mês de incentivo à doação de órgãos e tecidos. Com o tema “A vida pode continuar”, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – CIHDOTT/HMA trouxe até a unidade profissionais envolvidos na captação de órgãos e tecidos em Pernambuco, e na regulamentação da fila de transplantes para conversar com os colaboradores.
Brenda Bastos, coordenadora do Banco de Olhos do IMIP; Monique Nascimento, enfermeira da equipe de captação de órgãos sólidos para transplantes; e Maria Eduarda da Silva Gomes, coordenadora de Enfermagem da Central de Transplantes de Pernambuco foram as palestrantes convidadas para a abertura do evento, que aconteceu no auditório do HMA. O objetivo foi alertar os profissionais de saúde para a importância da doação como forma de reduzir a fila de espera por transplantes no país, que chega a mais de 50 mil pessoas. Somente em Pernambuco, o número ultrapassa os 3,5 mil.

“Um dos nossos maiores desafios continua sendo a negativa familiar para a doação. Por conta disso, é cada vez mais importante o trabalho de conscientização junto aos parentes dos pacientes admitidos em nossa unidade para que possamos ampliar o número de autorizações para captações”, explica o enfermeiro Lucas Stterphann, gerente da CIHDOTT/ HMA.
Sempre que um óbito é notificado à CIHDOTT, é realizada uma avaliação criteriosa para verificar se aquele paciente pode ser doador. Menos de 15% deles são validados para a doação. Nesse cenário, o número de famílias que recusa o procedimento chega a 60% em alguns períodos. Porém, neste ano de 2024, o Hospital Miguel Arraes tem o que comemorar: foram registradas, até agora, mais de 50 doações consolidadas de tecidos (córneas), um aumento de 200% em relação a todo o ano de 2023.
“É importante frisar que o corpo não fica deformado com a retirada dos órgãos e a família não paga nada por isso. Existe a cobertura do SUS para o transplante. Porém, só a família pode autorizar a doação e, por isso, é importante que as pessoas comuniquem, ainda em vida saudável, o desejo de doar seus órgãos. Lembrando que um doador pode salvar até oito vidas”, esclarece Lucas Stterphann.
A programação do Setembro Verde no HMA vai até o próximo dia 25 com uma palestra sobre o panorama da doação de órgãos e tecidos no HMA. Até lá, os colaboradores estão passando por um treinamento através da plataforma FGH Digital, que oferece um curso em formato de podcast com esclarecimentos sobre doação de órgãos e tecidos.