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Seminário de Cuidados Paliativos completa 3 edições de debates e fortalecimento da assistência  

11 de Dezembro de 2025 – Um ano e meio após o lançamento da Política Nacional de Cuidados Paliativos, a terceira edição do Seminário de Cuidados Paliativos da FGH, encontro que integra a programação do Congresso de Experiências Exitosas 2025, fomentou debates importantes nesta quarta-feira (10). O evento reuniu profissionais com atuação local e nacional para reflexões e troca de vivências sobre cuidados paliativos com um público formado por trabalhadores da saúde interessados no assunto.  

Remotamente, a médica paliativista e consultora técnica do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo, comandou palestra com o tema “Um ano da Polícia Nacional de Cuidados Paliativos: caminhos para um cuidado integral, educativo e centrado na pessoa”.  

Guiada pela temática “Matriciamento em cuidados paliativos: o papel das equipes de referência e apoio”, a coordenadora Multidisciplinar de Cuidados Paliativos da SES/PE, Taís Gonçalo, abordou, entre outros pontos, o trabalho desenvolvido pelo Estado na garantia do serviço especializado à população pernambucana.  

A coordenadora de Cuidados Paliativos do Hospital Alfa, Emilene Cursino, destacou os desafios da continuidade dos cuidados paliativos em pacientes que deixam a internação e retornam ao domicílio. “Existem pacientes que uma medicação de R$ 30 é inviável, que não tem cuidador e alguém da família precisa largar o emprego para cuidar do parente. Tudo isso precisa ser levado em consideração. O cuidado quando é feito em domicílio é maravilhoso e pode ser feito em todas as camadas sociais. Mas é preciso entender qual a demanda de cada paciente para que esse cuidado paliativo seja feito adequadamente. Para isso é preciso ser feita uma transição adequada da internação para o domicílio”, apontou a profissional.  

Para o público, os debates propostos pelo Seminário foram enriquecedores. “Essa é uma área que vem crescendo, mas que ainda carece de aprofundamento maior. Durante o seminário, a gente consegue entender um pouco de como os profissionais têm atuado no cenário nacional e estadual e como os serviços da FGH estão se estruturando para acompanhar esse movimento de garantia para uma assistência integral e de qualidade”, comentou a psicóloga do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, Brenda Oliveira.   

Encerrando o encontro, a coordenadora Médica do Serviço de Atenção Domiciliar da FGH, Cynthia Ávila, acrescentou ao debate a importância do SAD nesse momento. “A atenção domiciliar é uma estratégia que amplia o cuidado paliativo ao trazer a assistência para o ambiente onde o paciente vive. Isso favorece vínculo, autonomia, conforto e centralidade no cuidado”, destaca a profissional. 

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