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Hospital Alfa testa nova ferramenta para identificação e intervenção precoce da Sepse

28 de Julho de 2023 – De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sepse, conjunto de manifestações graves produzidas por uma infecção, é uma das principais causas de mortes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no mundo, com cerca de 11 milhões de óbitos ao ano. Com o objetivo de qualificar a atuação das equipes assistenciais nesse tipo de caso, a Fundação Gestão Hospitalar Martiniano Fernandes (FGH) desenvolveu protocolos clínicos 100% informatizados que, por meio da análise de registros simples dos sinais vitais dos pacientes, interpretam e fazem disparos de alertas sobre a possibilidade de Deterioração Clínica, ajudando a equipe a identificar e intervir de forma precoce na assistência aos pacientes internados Na rede.

Os novos protocolos começaram a ser testados no Hospital Alfa, que conta, atualmente, com 290 leitos. A implantação inicial está sendo feita nas enfermarias da unidade. “Passamos alguns meses desenvolvendo os protocolos e modelando nosso sistema para fazer esse trabalho de forma automática. Nesta segunda, daremos início ao processo de divulgação, treinamento e aplicação junto aos profissionais da unidade. Importante destacar que a proposta não é criar um processo novo, ou mais trabalho burocrático para as equipes, pelo contrário. Sem sair da rotina de avaliações, a partir de registros simples, o Sistema fará a interpretação dos dados e os devidos disparos de alertas”, explica o gerente de Monitoramento e Qualidade da Área Médica da FGH, André Sansônio.

Os dados registrados serão interpretados com base no Protocolo de Deterioração Clínica também desenvolvido pela equipe de assistência da FGH. De acordo com a pontuação atingida, o Sistema interpretará sobre a necessidade de reavaliações periódicas pela equipe técnica de enfermagem e, mais além, poderá alertar sobre a necessidade de intervenção das chefias de enfermagem e equipe médica. O protocolo utiliza o Escore MEWS, escala de alerta baseada em parâmetros fisiológicos que permite identificar precocemente os níveis de deterioração clínica.

“Com base no MEWS, construímos um protocolo específico para a realidade do perfil de nossos serviços, inclusive, com uma peça fundamental e diferenciada, que foi a criação da equipe de resposta rápida, formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que entrarão em ação de acordo com o nível de criticidade”, explica a gerente de Monitoramento e Qualidade da Área de Enfermagem da FGH, Marcela Torres.

Com ambos os protocolos interligados e funcionando junto ao sistema da rede FGH, todas as ações serão acionadas e monitoradas online. “Por meio de cliques simples, poderá ser apresentada a área de infecção, escolher prescrições-modelo com as condutas básicas iniciais já formuladas e exames laboratoriais. Além disso, os pedidos de prescrições e exames laboratoriais serão automaticamente recebidos nos respectivos setores de farmácia e laboratório, otimizando o tempo para início das ações. A ideia é que toda cadeia de eventos ficará acessível para monitoramento”, completou Sansônio.

Após conclusão do período piloto no Alfa, o objetivo é que sejam feitos os ajustes necessários e, em seguida, os protocolos sejam acionados nas demais unidades da rede FGH, que conta, atualmente, com outras quatro unidades hospitalares, seguindo o perfil e necessidades de cada serviço.

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