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HECPI homenageia Edusa Pereira, pioneira pelos direitos da população 60+ em Pernambuco

Em busca de perpetuar o legado de uma das pioneiras do movimento na luta pelos direitos das pessoas idosas em Pernambuco, o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI) realizou uma homenagem especial a Edusa Pereira nesta sexta-feira (4).  

Na ocasião, foi inaugurado, oficialmente, o auditório principal da unidade com o nome da homenageada em uma cerimônia para colaboradores e convidados.

“Edusa teve sua trajetória de vida marcada pela ampliação dos espaços e movimentos de convivência para o segmento idoso no Recife e em todo estado. Essa homenagem nos possibilita perpetuar o legado dessa mulher que lutou sempre no acesso e garantia às diversas políticas públicas, dentre elas e com maior destaque para o acesso à saúde”, reforça Kylvia Martins, coordenadora de Atenção Psicossocial do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa. 

Quem foi Edusa Pereira?  

A indicação do nome para do auditório foi realizada pelo Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa do Recife (COMDIR). Edusa atuou na Secretaria da Mulher de Pernambuco no Comitê interinstitucional Pró-Mulher idosa, também foi conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Pernambuco (CEDIM-PE) e vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Idosa – CEDIP. Venceu o Prêmio Cláudia, em 2012, e o Prêmio Direitos Humanos, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, em 2015. 

Edusa Pereira faleceu no dia 03 de fevereiro de 2018, aos 86 anos.

Grupo de convivência  

Na solenidade, também houve a abertura do Grupo de Convivência em Educação em Saúde – Edusa Pereira, que tem o objetivo de se reunir toda última quinta-feira do mês para debater assuntos relacionados ao envelhecimento.  

O grupo é formado por pessoas idosas atendidas no ambulatório e internamento do HECPI, além de moradores idosos de comunidades próximas à unidade. Com reuniões mensais, o grupo terá palestras com profissionais, residentes e estudantes sobre educação em saúde e cidadania.  

“Nesses grupos, as pessoas idosas estão envolvidas enquanto sujeitos sociais, na luta pela questão do envelhecimento humano com qualidade e dignidade, enquanto sujeitos políticos na luta pela efetivação dos seus direitos”, explica Kylvia Martins, que também coordena o projeto.  

No momento, o grupo conta com 5 integrantes e novos interessados devem procurar o setor de Serviço Social, no ambulatório, do Hospital.  

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