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HCR: Fumaça pode desencadear crises respiratórias
02 de Julho de 2026 – A exposição à fumaça representa um risco à saúde de crianças com doenças respiratórias. Ela pode agravar quadros clínicos, provocar crises e até levar à necessidade de atendimento de urgência.
Segundo o pneumopediatra Rafael Aureliano, que atua no Hospital da Criança do Recife (HCR) Antonio Carlos Figueira, a fumaça contém partículas capazes de irritar as vias respiratórias e desencadear sintomas em pessoas com histórico de problemas pulmonares.
“Há partículas finas que podem se depositar nas vias aéreas inferiores e isso é um risco para crianças e pessoas que, de maneira geral, têm asma ou algum outro problema respiratório. Dependendo do grau de exposição e da quantidade de fumaça inalada, pode ocorrer um quadro de cansaço e, dependendo do nível dos sintomas, o paciente ter a necessidade de medicação de resgate ou de uma avaliação de urgência”, afirma o especialista.
Aureliano explica que crianças que possuem alterações crônicas das vias aéreas acabam sendo mais suscetíveis às manifestações relacionadas à fumaça. Pessoas com asma, fibrose cística, bronquiolite obliterante, hipertensão pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entre outras pneumopatias e imunodeficiências que cursam com alterações pulmonares, podem ser mais prejudicadas por essa exposição.
Entre os sinais de alerta estão tosse persistente, chiado no peito, cansaço acima do habitual, respiração acelerada. Em situações mais graves, a criança pode apresentar esforço para respirar, com movimentação intensa das costelas e da região do pescoço.
Para evitar complicações, a principal recomendação é manter distância de áreas com fumaça e evitar a exposição prolongada durante as festividades.
“Também é importante manter a lavagem nasal recomendada pelo pediatra e a medicação de rotina em dia, além de conhecer e seguir o plano de ação definido pelo médico para situações de crise. Essas orientações ajudam a reduzir o risco de agravamento dos sintomas e a necessidade de atendimento de urgência”, destaca o pneumologista, que atua no Ambulatório do Hospital da Criança do Recife.
Caso a criança apresente sinais de agravamento ou não melhore após as medidas orientadas pelo médico, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência e emergência, como policlínicas, UPAs 24 horas ou hospitais com pronto-atendimento.