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Grupo Andorinhas celebra 1 ano de acolhimento e cuidado

Iniciativa da UPA-E Ibura, ligada à Secretaria de Saúde do Recife, promoveu encontro para celebrar primeiro ano de existência do Grupo de Apoio 

A Unidade Pública de Atendimento Especializado Professor Fernando Figueira (UPA-E Ibura) promoveu, nesta segunda-feira (26/05), um encontro especial para celebrar o primeiro ano de atividades do Grupo de Apoio Andorinhas – uma iniciativa voltada aos cuidadores de crianças e adolescentes neurodivergentes acompanhadas pelo Centro TEA/Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da unidade. A iniciativa contou com dinâmica, momento musical, sorteio de brindes e uma palestra com a psicopedagoga da unidade com o tema:  Deficiência Intelectual no ambiente escolar.

Para a psicóloga Cris Macedo, que guia os encontros do grupo, a manhã foi de celebração e de relembrar as conquistas. No início, muitos cuidadores chegavam com uma postura reativa, seja por questões pessoais ou pelos desafios relacionados ao diagnóstico da criança. No entanto, ao perceberem que estavam em um espaço de acolhimento, compreensão e segurança, passaram a participar de forma mais ativa nas atividades e no tratamento. É visível a melhoria na comunicação entre os cuidadores e as equipes, além de um maior envolvimento no processo terapêutico das criança”, explica.

A trancista Maria Vitória Vicente foi uma das participantes da celebração do primeiro ano do grupo e relembra que, antes de conhecer o grupo, ficava ociosa enquanto aguardava as terapias do filho. “Eu vinha pra cá, ficava sentada, sem fazer nada. E com os Andorinhas, a gente ocupa esse tempo de forma produtiva, com muita conversa, troca e, também, trabalhando nossa autoestima”, conta. Maria Vitória destaca ainda a importância das oficinas oferecidas pelo grupo, como a de automaquiagem. “Da última vez eu estava meio cabisbaixa, participei da oficina. Foi perfeito”, relembra. 

Já Cristiane Araújo, empreendedora e estudante, relata que o grupo foi essencial para mudar sua percepção sobre a própria jornada. “Ouvindo as outras mães, percebi que existem muitas histórias parecidas, e que, apesar dos desafios, é possível se reinventar, buscar conhecimento e construir novos caminhos. Hoje eu entendo que não estou sozinha e que podemos nos apoiar umas nas outras”, destaca.

Aberto a todos os cuidadores e familiares de crianças e adolescentes com diagnóstico (ou em processo de investigação) de transtornos do neurodesenvolvimento que estejam sendo acompanhadas pelo Centro TEA/NDI da UPA-E Ibura, os encontros acontecem na segunda e quinta-feira com sessões de uma hora de duração. 

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