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Hospital Pelópidas Silveira promove Semana de Segurança do Paciente
Reconhecendo a complexidade da prevenção e da redução de danos relacionados a medicamentos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou o tema “Segurança de Medicamentos” para o Dia Mundial da Segurança do Paciente deste ano. E, para discutir o assunto e sensibilizar profissionais de saúde e acompanhantes de pacientes, o Hospital Pelópidas Silveira (HPS) promoveu, entre os dias 22 e 28 de setembro a Semana de Segurança do Paciente 2022 da instituição.
Os medicamentos são as intervenções mais utilizadas na assistência à saúde em todo o mundo. Nesse contexto, os danos relacionados a sua utilização constituem a maior proporção do total de danos evitáveis devido a cuidados inseguros. Os erros de medicação de forma geral correspondem a 30% dos erros em hospitais e, na atenção primária, são considerados o principal incidente que leva a eventos adversos, principalmente em crianças e idosos.

Na quinta e sexta-feira (22 e 23/09), uma série de ações lúdicas e informativas foram realizadas para sensibilizar a comunidade hospitalar sobre os processos que contribuem com a segurança do paciente e que, por sua vez, promovem um melhor atendimento e uma assistência focada na humanização e no cuidado ao paciente. O foco central das atividades é a correta utilização das medicações e como evitar erros na administração das mesmas.
Nesta quarta-feira (28), a Semana de Segurança do Paciente do Hospital Pelópidas Silveira foi encerrada com uma mesa redonda envolvendo toda a equipe multiprofissional da unidade para discutir a segurança medicamentosa na unidade.
“Esta é mais uma ação que destaca o cuidado e a atenção que o Hospital Pelópidas Silveira tem com a segurança do paciente. Na nossa rotina, estamos sempre envolvendo toda a equipe para discutir e atualizar sobre os conceitos e práticas que propiciam uma assistência segura aos usuários e isto tem um impacto direto na qualidade do atendimento à população”, destaca a diretora geral do HPS, Adelaide Caldas.

SEGURANÇA DO PACIENTE – Ao longo dos últimos anos, o Hospital Pelópidas Silveira vem se destacando nos cenários estadual e nacional com o desenvolvimento de experiências exitosas em relação à segurança do paciente, que consiste em um leque de ações voltadas para prevenir os riscos e danos na assistência hospitalar.
Em 2015, a unidade implantou o Projeto Paciente Seguro, uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), que possibilitou que o HPS fosse acompanhado pela equipe do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, desenvolvendo projetos em diversas áreas, como avaliação e incorporação de tecnologia, capacitação de recursos humanos e desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde. Com isso, a unidade estruturou o setor de Gerência de Riscos e criou o Núcleo de Segurança do Paciente, avançando nos indicadores de qualidade do atendimento e ampliou o conhecimento por parte dos profissionais de Saúde.
Já em 2019, o Hospital foi selecionado, também pelo Ministério da Saúde, para participar do Projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, com o objetivo de qualificar e capacitar profissionais de saúde para reduzir o número de infecções relacionadas à assistência à saúde e também acidentes adversos nas UTIs. Com isso, o HPS obteve redução de infecções relacionadas à assistência (IRAS) como PAV, IPCS-L e ITU-SVD, além de inserção do paciente e acompanhante nos cuidados em saúde através das visitas multiprofissionais e implementação das visitas estendidas. Foi obtido, também através deste projeto, uma gama de conhecimentos na área de segurança do paciente por meio de ferramentas de qualidade e monitoramento de indicadores de processo e resultado junto ao IHI (Institute Heatlhcare Improvement).
Como resultado prático destas ações, o HPS obteve, nos últimos três anos, o certificado de reconhecimento por Alta Conformidade nos questionários de auto avaliação das práticas de segurança do paciente emitidos pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).