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Você sabe o que é disartria? Fonoaudiólogo do Hospital da Pessoa Idosa explica distúrbio
27 de Julho de 2026 – Condição que afeta pessoas que convivem com as sequelas de condições neurológicas como Doença de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou Esclerose Múltipla, a disartria se caracteriza pelas alterações na respiração, articulação e pronúncia correta das palavras. É um distúrbio motor da fala que afeta a qualidade de vida dos pacientes e a forma de se comunicar.
Apesar da dificuldade para falar, a disartria não afeta a compreensão e a formulação da linguagem. De acordo com o fonoaudiólogo do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI), Ítalo Andrade, a forma como as alterações oriundas da disartria vão se expressar no paciente dependerá do diagnóstico e/ou da patologia de base.
“Essa é uma condição que pode se confundir com outras alterações de comunicação secundárias a quadros neurológicos como a afasia e a apraxia. Por isso, é importante uma avaliação fonoaudiológica com foco nas bases da fala evidenciando quais as principais alterações e classificando o tipo de disartria”, indica o profissional.
Os ganhos na reabilitação dos pacientes acontecem de acordo a gravidade do caso. “O tratamento acontece após uma avaliação fonoaudiológica detalhada nas cinco bases da fala e o intuito é tornar a comunicação do paciente mais funcional possível. Durante o processo terapêutico, a gente vai focar em exercícios miofuncionais que vão trabalhar tanto os tonos funcionais quanto a mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios que são a língua, os lábios e as bochechas”, acrescenta.
Por ser um distúrbio associado às doenças neurológicas, a prevenção está relacionada a redução do risco de desencadear esses problemas. “É importante evitar hábitos de vida não saudáveis que são fatores de riscos para desenvolvimento de doenças neurológicas como tabagismo, alcoolismo e sedentarismo”, explica o fonoaudiólogo.