Notícias
Miastenia Gravis: novos tratamentos ampliam esperança para pacientes no Brasil
03 de Julho de 2026 – No contexto do Dia Mundial de Conscientização sobre a Miastenia Gravis, a neurologista Renata Andrade, supervisora da residência médica de neurologia do Hospital Pelópidas Silveira (HPS), conduziu, no dia 02 de junho, no ambulatório da unidade de saúde, um ciclo de palestras trazendo os principais aspectos sobre a doença e os principais avanços sobre o diagnóstico. A atividade aconteceu na mesma data em que se comemora o dia de conscientização sobre a Miastenia Gravis.
Identificada como uma doença neurológica rara, a miastenia é caracterizada por fraqueza muscular, fadiga, se apresentando frequentemente com visão dupla e queda de pálpebra. A doença acomete a junção neuromuscular, região localizada entre o nervo e o musculo, podendo dificultar a realização de tarefas simples do dia a dia como mastigar e engolir. Os sintomas costumam se agravar ao longo do dia e podem apresentar flutuação entre dias.
Em seu estágio mais grave, a chamada crise miastênica, o enfraquecimento atinge a musculatura respiratória e o paciente pode precisar de um suporte ventilatório imediato e impor risco de vida. A neurologista Renata Andrade, supervisora da residência médica de neurologia do Hospital Pelópidas Silveira (HPS), explica trata-se de “uma condição muitas vezes não reconhecida e os pacientes enfrentam uma longa jornada até o diagnóstico”.

Mesmo dispondo de diferentes possibilidades de tratamento, a Miastenia é uma doença que ainda não tem cura e o tratamento deve ser individualizado. Entre os tratamentos convencionais está o uso de piridostigmina, corticoesteróides e imunossupressores, sendo a cirurgia de retirada do timo (Timectomia) também proposta em um grupo selecionado de pacientes.
Nos últimos anos, novas terapias foram aprovadas para o tratamento da Miastenia Gravis, com alvo mais específico, considerando a fisiopatologia da doença. As novas terapias aprovadas pela ANVISA, ainda não foram incorporadas ao SUS, mas representam uma esperança para um melhor controle dos sintomas em pacientes com quadro grave e ausência de resposta aos tratamentos convencionais.

Por outro lado, é importante ressaltar que mesmo com todas as inovações a diversidade de tratamento, o acompanhamento médico e o diagnóstico precoce são fundamentais para o controle da doença e para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Para a Neurologista Renata Andrade, neste dia Mundial de Conscientização sobre a Miastenia Gravis, o objetivo “é trazer mais conscientização e fazer com que profissionais de saúde e a população entendam melhor essa condição, para que possamos ter medidas mais eficazes relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento desses pacientes”.