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UPA-E Mustardinha reforça cuidados com a higiene oral desde a infância

27 de Março de 2026 – Você sabia que a higiene oral deve começar antes mesmo do nascimento dos primeiros dentes? O cuidado com a saúde bucal é tão importante que especialistas orientam que a higiene oral seja iniciada no momento em que as crianças deixam de ser alimentadas exclusivamente com leite materno. Isso porque, ao mamar, o bebê reduz a exposição inadequada ao flúor e evita o consumo precoce de açúcares, impactando diretamente na prevenção da cárie.

“Cada fase da infância traz novos e importantes cuidados com a higiene oral. Ao deixar a amamentação exclusiva, até mesmo quando se inicia o uso de fórmulas, é importante que os pais comecem a fazer uma limpeza, mesmo que leve, com gaze, pelo menos três vezes por dia. Já com o aparecimento dos primeiros dentes, temos a introdução de escovas de cerdas macias. O fio dental entra um pouco mais tarde, quando os dentes estão mais juntos”, explica a cirurgiã-dentista da UPA-E Mustardinha, Larissa Sousa Silva.

Com o intuito de ampliar o conhecimento sobre o tema e marcar o Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado no dia 20 de março, a Unidade Pública de Atendimento Especializado Dr. Cyro de Andrade Lima (UPA-E Mustardinha), ligada à Secretaria de Saúde do Recife (SESAU), realizou ações de orientação e escovação com crianças e responsáveis atendidos no Centro TEA/NDI da unidade.

Nesta ação, os pais tiveram papel fundamental, já que, durante a infância, pelo menos até os seis ou sete anos, a supervisão do adulto é indispensável, inclusive auxiliando na escovação, considerando que a coordenação motora das crianças pode não ser suficiente para uma higiene adequada.

“Até os quatro ou cinco anos, os pais precisam realizar o processo junto com os filhos. Já aos seis ou sete, as crianças podem até realizar uma ou duas escovações sozinhas; no entanto, a escovação noturna exige a participação dos responsáveis, principalmente devido à diminuição da saliva e à maior proliferação de bactérias durante a noite”, comenta Larissa.

Crianças atípicas exigem cuidado e atenção ainda maiores

Quando o tema é saúde bucal, crianças atípicas enfrentam desafios adicionais. Isso porque muitos desses pacientes apresentam maior sensibilidade a estímulos como barulhos, iluminação e até sabores diferentes, o que pode dificultar tanto a adaptação ao consultório odontológico quanto a realização da higiene oral no dia a dia. Nesses casos, estratégias que tornem o momento mais lúdico e confortável podem ajudar, como o uso de escovas elétricas com elementos visuais atrativos.

“No consultório, fatores como luz, sons e até o gosto dos produtos podem gerar desconforto, por isso é fundamental um manejo mais cuidadoso e individualizado”, destaca Larissa, especialista no atendimento a pessoas com deficiência e outras necessidades específicas.

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