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Fonoaudióloga da UPA-E Ibura alerta para cuidados com as telas

30 de Julho de 2025 – As férias escolares estão chegando ao fim. Neste momento, é comum que pais e mães decidam recorrer às telas para conseguirem alguns momentos de pausa. Apesar de muitas vezes necessárias, a decisão de dar telas para crianças precisa ser feita acompanhada de bastante cuidado, já que o uso excessivo pode trazer uma série de impactos para criança, incluindo o atraso no desenvolvimento da linguagem e comunicação.

“Mesmo sendo uma saída fundamental para muitas famílias em períodos de férias, as telas terminam reduzindo o tempo de interação social e de comunicação social entre as crianças, bem como a exposição a estímulos linguísticos, o que pode afetar a capacidade de atenção e de processar informações, bem como o vocabulário e a articulação de palavras”, explica a fonoaudióloga Maria Cecilia Oliveira, que atua no Centro TEA/NDI da UPA-E Professor Fernando Figueira (UPA-Ibura), unidade ligada à Secretaria de Saúde do Recife.

Neste tipo de situação, é importante que os pais, mães ou responsáveis redobrem os cuidados e a atenção em relação ao uso das telas, principalmente aos sinais de que o uso está sendo excessivo, como dificuldade em iniciar ou manter conversas, entender instruções e até mesmo o aumento de situações de irritabilidade e alteração no sono.

Para uma transição saudável neste período de volta à rotina escolar, a fonoaudióloga sugere estratégias simples e eficazes, como estabelecer limites de tempo para as telas, criar horários específicos para atividades offline, incentivar brincadeiras ao ar livre, promover momentos de leitura e, principalmente, conversas em família. “A leitura de histórias, o uso de músicas e atividades lúdicas estimulam a linguagem, a criatividade e o desenvolvimento social e emocional da criança”, completa Maria Cecilia.

Crianças neurodivergentes também exigem cuidados extras

Para crianças neurodivergentes, como as que são atendidas no Centro TEA da UPA-E Ibura, a atenção deve ser ainda maior. “Além de intensificar os desafios de comunicação e interação, crianças neurodivergentes podem ter mais dificuldade em distinguir entre conteúdo relevante e irrelevante, o que pode afetar ainda mais sua capacidade de aprender e se comunicar”, reforça a profissional.

Outro ponto de atenção é a falsa sensação de segurança que muitos conteúdos ditos educativos proporcionam. De acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças menores de dois anos não devem ter contato com telas. Entre dois e cinco anos, o tempo máximo recomendado é de uma hora por dia; entre cinco e dez anos, duas horas; e adolescentes não devem ultrapassar três horas diárias. Além disso, é fundamental que o conteúdo seja cuidadosamente escolhido e que o uso seja supervisionado por um adulto.

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