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Campanha do HMA alerta sobre impacto do diagnóstico de sepse na doação de córneas

26 de Junho de 2025- O Hospital Miguel Arraes (HMA/FGH), por meio da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), realizou, nessa quarta-feira (25), uma campanha de conscientização voltada à equipe médica. A iniciativa teve como foco alertar sobre como o diagnóstico de sepse pode interferir diretamente na triagem de potenciais doadores de córneas.

A sepse, uma resposta grave do organismo a infecções, é uma das principais causas de morte em unidades de terapia intensiva. No Brasil, ela está presente em cerca de 30% dos casos e apresenta uma taxa de mortalidade hospitalar próxima de 55%. Por se tratar de uma condição que inviabiliza a doação, quando a sepse é registrada como causa do óbito, a possibilidade de doar tecidos é automaticamente descartada. No HMA, os dados seguem essa mesma tendência: aproximadamente 55% dos óbitos registrados estão associados à sepse, o que compromete significativamente o número de doações de córneas — atualmente, o principal tipo de doação realizado na unidade.

Intitulada Junho Verde, a campanha percorreu os setores de Emergência, Clínica Médica, Ortopedia e UTI, com o objetivo de reforçar, junto aos profissionais médicos assistenciais, os critérios específicos para o diagnóstico da sepse. Muitas vezes, parâmetros isolados são utilizados para fechar o diagnóstico, o que pode gerar classificações imprecisas e, como consequência, a perda de possíveis doações viáveis.

Durante a ação, foram distribuídos panfletos informativos com orientações claras sobre os critérios clínicos que definem sepse e choque séptico, destacando seu impacto no processo de doação, especialmente de córneas. Em 2024, todas as 70 doações de tecidos realizadas no HMA foram de córneas.

O enfermeiro Lucas Stterphann, coordenador da CIHDOTT/ HMA, destacou a importância da iniciativa: “a ação levou para os profissionais médicos os critérios objetivos para o diagnóstico de sepse como causa do óbito. Nosso objetivo foi chamar a atenção dos profissionais para a importância de uma avaliação mais criteriosa para, efetivamente, o paciente se tornar um doador de córnea caso não seja sepse. Ao fazer isso, conseguimos evitar descartes desnecessários e ampliamos as possibilidades de salvar novas vidas por meio da doação”.

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